Quem é você na noite?

A TV como a gente vê

As melhores (ou piores) jogadas

Esse BBB, no quesito jogo, foi muito fraco. O pessoal se escondeu muito, atrás de uma colônia de férias, atrás de amizades, ou atrás de um edredon – dormindo, óbvio – pra fugir da maioria dos confrontos.

Tivemos um médico – jogador, que fique claro – maluco que surtou, resolveu enfrentar todo mundo, pesou na mão e foi defenestrado depois de me fazer passar muita raiva. Gosto de jogo sim, mas não gosto de gente doida e, principalmente, maldosa.

Ainda assim, houveram boas jogadas. Pro bem ou pro mal, mas houveram.

Logo no inicio do jogo, Dr. Marcelo achou que colocaria todo mundo no bolso. E poderia ter feito isso, se não tivesse surtado e não se achasse demais, não fosse tão vaidoso e ególatra. Ele assumiu a Gy como sua protegida no claro papel de protetor da menina rendeirinha – papel que eu acho que Gy está fazendo lá, não acho que ela seja essa coitadinha excluida e rendeirinha que não consegue se enturmar com ninguém. Marcelo foi de brother em brother contando o seu segredo a eles, com a clara intenção de captá-los como quem diz: “Olha, eu confiei meu segredo a você então nós temos uma aliança, entendeu?” A jogada, ali dentro, é boa caso ninguém perceba. Aqui pra fora é um desastre, porque todo mundo notou o que ele tava fazendo. Ele só não contava que ali alguém tinha percebido. E ai vem outra boa jogada:

Rafinha já havia alertado Gy que ela deveria se enturmar. Isso BEM antes dela ser anjo, pra ficar claro. A cena inclusive passou na edição de ontem, o alerta dele que se isolar seria motivo certo de voto. Como foi, duas vezes seguidas. No dia anterior ao anjo, durante a festa, Rafinha alerta XL que ela tinha um anjo na mão que poderia ser sua benção e ao mesmo tempo sua maldição, porque dependendo da pessoa pra quem ela desse, ela poderia ficar em maus lençóis. Rafinha dessa forma ganhou a confiança de Gy e derrubou a máscara do Marcelo, que se enfureceu ao ser preterido por Gy e guardou a “traição” até o final.

Rafinha aliás, foi protagonista de boas jogadas nesse BBB, e não à tôa está na final. Lembremos:
- Recebeu do Big Fone o direito de premiar um brother com um show do Rei num cruzeiro. Podia ter feito média com qualquer amigo, que não seria feio. Mas neutralizou seu “inimigo” Marcelo, dando a ele o show, e deixando Marcelo sem jeito de continuar metendo a boca no rapaz sem parecer mal agradecido.
- Recebeu do Marcelo o impedimento de ser auto-imune pelo último anjo, mas antes de saber disso, foi convocado por Bial a dar sua decisão. Rafinha sequer pestanejou, deu o anjo à Gys (a protegendo assim de ir ao paredão com Marcelo, paredão esse que era totalmente provável) praticamente se colocando no lugar. Diferente do Marcos, que foi bananão ao dar o colar ao Rafinha pra fugir da polêmica e poder acabar no paredão, Rafinha chamou o jogo pra si.
- Na última jogada, novamente o Big Fone lhe deu direito de presentear um brother com um carro. Rafinha aqui tinha duas opções: dar o carro ao Marcos (num Big Fone que foi feito claramente pra premiar o Brother que sairia de mãos abanando) ou devolver o carro à Gyselle, que lhe presenteou no início com um anjo motorizado. Rafinha optou por quitar qualquer obrigação que tinha com Gy, e por mais que as pessoas esperneiem dizendo que ele teria que ter dado o carro a “sua mãe” ali dentro, vale lembrar que Marcos, em um dos seus ataques de Salsicha, botou Rafinha contra a parede dizendo que pra ele uma amizade valia mais que um carro, e colocou essa bola do “Rafinha-deve-um-carro-pra-Gy” em jogo. Rafinha só pegou a bola e chutou a gol.

Marcelo sabia muito bem como jogar. Usou seu blog como nenhum outro brother fez antes: uma historinha fictícia de adivinhação, cada dia um capítulo, fazendo o povo ter vontade de deixá-lo só pra ver onde isso ia dar. Claro que não foi perfeito ali também, afinal ele não sabia brincar, falou mal de todo mundo e se excluiu da brincadeira, sem crítica alguma. Foi feinho também ele insinuar ali que Thaty era gay e que deveria sair do armário, afinal ele levou mais de 30 anos pra sair do seu, como querer que uma moleca saia à força?
Outra coisa que Marcelo sabia fazer muito bem era ouvir bem seus opositores, guardar a maioria das informações que obtinha e usar no momento certo. Sempre soltava das suas em seus embates, seja com outros brothers ou em seus ataques de pelanca pras câmeras. Pescava as dicas do Bial e jogava pro público, ora se fazendo de justiceiro, ora de coitadinho. E daria certo, se soubesse dosar. Em sua última cartada, tentando desestabilizar Rafinha com o papo de perdão, histórinha de pai e etc… levou uma lavada do garoto, que emocionou muita gente com seu choro sentido de quem finalmente tinha acertado os ponteiros com alguém que ele snão tinha procurado briga.
Marcelo teria jogado bem, se fosse uma pessoa mentalmente saudável.

Juliana tambem deu uma bola dentro. Tanto lá dentro quanto aqui fora, visto que ela acabou ganhando muitos simpatizantes por conta disso. Depois de tomar duas bordoadas seguidas (com as eliminações sequentes de “seus homens” Galego e Alê), Dona Juju viu que ela não era a última bolacha do pacote e nem que a Jaque não havia sido eliminada porque falou mal dela. Resolveu botar a mocinha recatada dentro da gaveta, e se mostrar um pouco mais. E apesar de chatinha, ela se mostrou cooperativa (dormiu no relento, fez comida, lavou louça) sem reclamar. E ao atender o Big Fone, deu a cartada final pra mudar a impressão que a casa tinha dela. Juju tinha o direito de escolher entre libertar Naty e Marcão do castigo do anjo, se colocando no lugar deles por algumas horinhas durante a festa OU receber um telefonema de alguém da família. Optando pelo primeiro, se castigando pra libertar o sofrimento dos colegas, ganhou a confiança do pessoal ali dentro e fechou a sua turminha. Ponto pra ela.

Ao contrário desses, Marcos e Thaty só embarcaram em jogadas furadas.

Marcão foi anjo na terceira semana. Seu amigo tinha perdido a liderança e estava com o pescoço à prêmio, assim como sua “amada”. A líder, pra seu azar, era Thalita que estava estranhando ele desde a prova quando pediu a todos que prometessem não votar nela caso ela desistisse e Marcão havia sido o único a negar isso. Temend ir ao paredão, optou por imunizar Rafinha – que não corria perigo algum – a ter que optar por Alê, Thati ou se ver no paredão. O resultado disso é que Alê enfrentou Thati e foi eliminado.

Mais pra frente, Rafinha era líder e tinha por opção de voto escolher aqueles que nunca haviam ido ao paredão. Juliana e Marcão não haviam ido ao paredão ainda, e Marcão resolveu passar a noite de sábado inteira pentelhando o ouvido de todos com a lenga-lenga de que era amigo do Rafinha e que estava sendo trocado por um carro (porque Gy poderia ser votada pelo emo, e não era por conta da tal dívida de gratidão). Marcos jogou isso até mesmo pro emo, que claramente não gostou, mas não o indicou. Mas a jogada do Marcos refletiu tempos depois, quando Rafinha preferiu pagar a tal dívida com Gy, e Marcão ficou de mãos abanando.

Enquanto Marcos se perdia por ser medroso, Thati tentava fazer média e só se ferrava. Na sétima semana, foi anjo e atendeu ao Big Fone. Nesse, ela tinha o poder de vetar a escolha do líder ou a escolha do anjo. Mas como ela era anjo, só restava vetar o líder e por isso sua escolha tinha que ser bem feita caso ela quisesse mesmo cumprir a palavra de proteger Ju e Nathy. Na cabeça dela, o líder (que tinha voto declarado em Felipe) não seria vetado, ela vetaria sua própria decisão porque sabia que Ju não teria votos pela casa e salvaria ambas. É uma cabeça-oca mesmo… Foi obrigada a vetar o voto do líder, que acabou mandando Natália pro pau, foi junto com ela, e só se livrou porque Felipe estava no mesmo paredão.

Já na nona semana, novamente foi tentar fazer média. Seu voto era certo em Rafinha, que ao “abrir mão” da imunidade pra dar o colar pra Gy – lembrem-se que ele não sabia que não poderia receber o colar – ela resolveu votar no Marcelo. Oras, todo mundo sabia que a primeira opção de voto dela era realmente no Marcelo, ela só quis fazer media pra não pagar de rancorosa. No final, foi obrigada a desempatar e mandar Rafinha pro paredão da mesma forma.

Outra péssima jogada de Thaty, essa confessada já fora da casa, foi usar a aura homossexual que ela tinha numa jogada meio ridícula junto com a homossexualidade (??) assumida do Marcelo. Aqui fora ela disse que, se ela fizesse sucesso na comunidade gay, ela teria apoio (claramente se baseando na vitória do Jean Willyssysys). Não deu certo, porque ela nem teve apoio da comunidade gay, passou pelo julgamento do povo como o “Juninho que não queria sair do armário” e foi ridicularizada até mesmo pelo Marcelo.

Que beleza…

Claro que houveram outras jogadas.
Como Thalita usando a “popularidade” de Gy a seu favor, se auto-proclamando protetora da mesma. Ou usando Fernando pra se sobressair em cima do Marcelo, queimar os dois e sair como mártir da briga dos barbudos.
Marcelo, depedendo do vento que soprava, hora era gay, hora Bi, hora Pan sexual… terminou o programa como o hétero apaixonado pela cajuina malvada (ta-di-nho dele, seu Menezes!)
Gy que soube dizer aos dois que era auto-suficiente e que não precisava da proteção de ninguém, que se bastava sozinha (só esquecendo que na final podia ter ficado com outro que não o Rafinha, e ai ela ia realmente ter que se ver sozinha).

Mas as citadas lá em cima tiveram destaque ao meu ver, e por isso foram citadas.

Março 25, 2008 - Publicado por Luciana F. | BBB | | Sem comentários ainda

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário