Quem é você na noite?

A TV como a gente vê

Tá acabando, né?

Como eu sempre faço, mas dessa vez aqui e não nos coments por ai afora (ou no Lua que, curiosamente depois de 4 anos não frequentei como comentarista nessa edição), vou deixar dois posts: minha impressão sobre os participantes depois desses 3 meses, e os momentos de destaque.

Por enquanto sem ilustração, preguiça de buscar fotos deles.

Alexandre: Eu até agora não consigo entender o porque desse moço ter saído tão cedo do BBB. Tenho por mim que a torcida insandecida da Gys quis fazer justiça aonde não devia, defenestrando da casa o namoradinho de Dona Juju. Mas foi totalmente injusto, porque ao lado dele no paredão estava a menina Biônica, mega-rejeitada por todo mundo. Alê no programa foi tranquilo, até meio bocó no namorico dele com Dona Juju, mas que rendeu boas cenas como as da Rádio Pinel. Entre tantos chatos, achei que ele saiu cedo demais.

Bianca: A Bianca me ganhou na apresentação do Video Show, quando a Sara entrava nos quartos dos Brothers pra entrevistá-los. E me perdeu ainda na primeira semana, quando sua atitude ali dentro não combinou com a estampa proposta. Bial definiu bem a garota quando saiu: porcelana. Toda pintadinha, mas que parecia prestes a quebrar a qualquer momento. Já aqui do lado de fora, voltou a ser bocuda e polêmica. Mas aqui fora nem me interessa, né Bianca? Humpft…

Fernando: Fernando é gente boa. Bem educado, apesar de machista. Mas chato pra dedéu. Reclamava de tudo, queria tudo na boquinha, na mãozinha, desencaminhou nossa Diva. Tinha toda a razão do mundo na briga com Marcelo, mas se perdeu na sua própria chatice depois da briga, inclusive querendo que Nathália virasse a cara pro maluco por conta de disso. Natália, sinceramente, teve até muita paciência com ele.

Jaqueline: Chatiiinha de doer. Mas que falava as coisas independente de quem doesse, e o melhor, falava contra a manipulação Bonesca – que hoje muitos vêm que não é somente choro de perdedor. Quando foi indicada ao paredão, lamentei por ser logo na primeira semana, porque sabia que ela podia render um pouco mais de polêmica na casa. Com tanta gente chata e que não rendeu nada, ela podia ter botado um pouquinho mais de pimenta. Por mais uma semaninha só, porque… como era chata!

Juliana: A enjoadinha do BBB teve um ponto a seu favor: conseguiu reverter dentro da casa – e até mesmo fora dela – toda uma rejeição por conta do personagem torto que ela montou ao entrar na casa, a mocinha pura, virginal e sem jeito com rapazes. Juliana chegou arrebatando corações masculinos na casa, mas parecia querer cozinhá-los em fogo brando. Vinha também com um discursinho de mocinha casta e carinha de enjôo de tudo que cansava a gente que assistia, e os brothers que conviviam. Até que levou uma chulapada do povo, com a eliminação de seus homens, e acordou pra vida. Passou a interagir mais, entrou na brincadeira, engatou um pega-não-pega com Rafinha mais animador que seu romance com Alê e saiu num paredão apertadíssimo (e injustíssimo) contra dois fortes candidatos. A menina conquistou não só a minha simpatia como a de muitos brothers lá dentro. Muito bom de se ver!

Luis Felipe: O Negão tem a sua essência genuinamente boa. Garoto bem educado, amigo, sincero… bonzinho mesmo! Mas pra BBB, chatinho demais. Digo, não chato, mas… chato. Ao se comentar sobre o programa, a gente nem lembrava dele. E não porque não se gostava dele, mas porque não tinha o que falar. Ele não se posicionava, não tinha opinião sobre nada, só apareceu em duas oportunidades: na eliminação de Thalita e quando reclamou com Thati e sua predileção na prova da caixa. Demorou bastante pra sair da casa, depois ainda de pessoas que podiam render mais pra gente, o público.

Marcelo: Marcelo, como bem li por um dos blogs há um tempinho, agia como Jigsaw dos “Jogos Mortais”, colocando os outros em situação limite pra que sejam pessoas melhores. Eu sempre assumi que gosto de jogo, mas eu acredito que mesmo esse pessoal Robert que se inscreve num programa desses merece um pouco menos de maluquice. Marcelo, pra mim, foi o pior participante e o mais detestável de todas as edições. Mesmo tendo sido o destaque, mesmo estando em todas as bocas, mesmo sendo o único a me fazer detestá-lo. Marcelo apontava nos outros tudo o que ele era. Chamou Rafinha de ardiloso, quando ele entrou no programa com uma jogadinha pronta de sair do armário, proteger a excluida, e se fazer de amigo dos outros pra depois usar tudo o que sabia contra seus oponentes. Chamou Gys e Thalita de falsas, quando ele mesmo parecia uma moeda de R$2,50. Chamou Fernando de mimado, quando o mimado da vez era ele mesmo que sequer podia ser votado. Chamou Nathy de egoísta quando ele queria ser colocado por ela em primeiro depois de ter mandado a loira duas vezes ao paredão, queria forçar Thati a sair do armário quando ele mesmo não mostrava muita certeza sobre sua sexualidade. Enfim, um sujeito detestável.

Marcos: Cansativo, mas extremamente bondoso. Banana, mas romântico e carinhoso. Forçado, mas amigo pra quase todas as horas. Esse foi Marcos, que a princípio me enganou, mas que acabou me convencendo. Eu achava que ele era máscara pura, afinal quem consegue ser bobo alegre 100% do seu tempo? Pois é, ele consegue. Forçava um pouco nas brincadeiras, parecia que tinha sempre 8 anos, mas foi bom caráter, amigo, parceiro, e emocionante, mesmo sendo um medroso de marca maior.

Natália: A Diva-mor, alento daqueles que acham que ser bonzinho e politicamente correto o tempo inteiro no BBB não está com nada. Natália teve minha torcida desde o inicio. Encheu a cara, falou besteira, mostrou a calcinha, deixou o namorado chato falando sozinho, chorou baldes e me fez chorar junto, riu de monte e me fez rir junto, dançou demais, puxou saco de líder e de anjo, falou tudo o que tinha vontade, fez complô e não roeu a corda, bateu de frente com Marcelo, viveu o BBB sem posar de santa, e saiu em um terceiro lugar quando todos imaginavam que o perfil dela seria pra sair logo no primeiro paredão que enfrentasse.

Rafael Galego; Lindo. Culto. Educado. Ranzinza. Correto. Pra casar. Mas sem perfil pra BBB. O rapaz tinha a pachorra de passar duas horas LENDO ao invés de interagir com o restante da casa. Não dá, assim não dá. Não teve tempo pra mostrar muita coisa, afinal saiu na segunda semana, mas o tempo todo que esteve na casa só serviu pra dar um toco na Cuca e se interessar pela Dona Juju. Muito pouco pra um BBB.

Thalita: Ardida como pimenta, sardenta e ruiva. A mulher entrou prometendo tacar fogo no jogo. E eu cansei dela. Thatá era muito teatral, e muto egocêntrica. Tudo girava sobre ela, tudo era ela, os brothers saiam da casa e ela chorava porque o Bial falava dela, fez complô e roeu a corda porque ela ia ser mau vista. Tanto eu, eu, eu, eu cansou. Tentou usar da popularidade da Gyselle (assim como o Doutor o fez), choramingou na prova do líder fazendo os demais prometerem não votar nela caso ela desistisse, mas votou no Alê mesmo ele tendo prometido não votar nela, chorou as tampas sem motivo algum. Minha gota d’agua foi o joguinho baixo que ela fez falando mal do Marcelo pro Fernando, incitando o rapaz a partir pra cima do Doutor. Achei feio, desnecessário, e cansativo. Mais pro final do programa, ela fez falta, principalmente pra mandar o Doutor às favas. Mas foi muito over, e pagou por isso.

Thati Bione: Me dá preguiça de falar nela. Não acho que ela seja ruim, má pessoa, falsa, como muitos apregoam. Mas foi chata demais, pelo amor… Mesmo quando ela nao estava na tela, a gente tinha a presença dela porque ela falava alto, cantava alto, se fazia presente em todos os cômodos, era intrusiva e canastrona. E ainda falou mal de Alberto e Aírton, e depois teve que aguentar Bial cutucando e a edição queimando geral por conta de sua “suposta” preferência sexual. Acho realmente que ela seja moleca, acho realmente que ela seja boazinha, mas também acho realmente que quem convive com ela no dia-a-dia deve sofrer com tanto barulho, papagaiação e falatório. O que mais me impressiona é que todo mundo reclamava da guria, mas ela passou por TRÊS paredões e só saiu quando enfrentou a Gys num paredão apertadíssimo! Alguém explica?!

E os finalistas:

Gyselle: Gys é mais uma samambaia popular que passou pelo BBB. Ficou o programa inteiro na horizontal, se isolando dos demais, e dessa forma chegou à final.
A Gy podia mostrar muito mais do que mostrou, e me deixa frustrada por causa disso. A Gy das festas é extremamente agradável, alegre, engraçada, falante, sensual. A Gy do dia-a-dia é calada, dorminhoca, porca, e grossa. Gy nos trouxe bons momentos, como os tocos que dava no Dr Marcelo (e seu afastamento dele, ao meu ver correto e que não seria mal visto se não tivesse sido feito numa pré-eliminação) e suas breves presenças nas festas (já que ia dormir sempre antes de todo mundo, sabe-se lá porque já que ela adora música e era sempre a que mais dançava quando estavam todos juntos), e péssimos momentos (como a volta com o Doutor, que até agora nada foi comprovado que tenha sido armação da produção ou interesse dela mesmo), seu isolamento total dos outros participantes e sua grosseria.
Gys vendeu um personagem que eu não comprei, a da menina sufrida e excluída. Uma pena. Mas tem sorte, de ter arrebanhado uma torcida que acredita ainda em seu desabrochar, ou que consegue ler alguma coisa nos “olhos que falam”, mas que a mim não dizem nada.

Rafinha: O Emo do programa enjoou em sua trajetória, mas mostrou ser merecedor de estar na final. Soube jogar com as câmeras, soube interagir com todos, foi o polo opositor do Doutor Marcelo e buscou resolver seus problemas com ele, teve jogadas chave em suas mãos e em todas elas não desperdiçou – como o cruzeiro do Rei e o carro da Gys. Assim como Gyselle, conta com a antipatia do apresentador do programa, e com isso vemos nessa final dois azarões (do ponto de vista da produção).

Por toda a trajetória dos dois, hoje eu sou Rafinha. Ele não se furtou a aprender, a encarar seus desafetos com humildade (que pra muitos aqui é sinônimo de covardia), a mudar de postura quando achou que estava errando na mão. Errou sim durante o programa, foi machista, foi preguiçoso, foi guloso. Mas nos deu bem mais que a Gys, na minha visão.

No fritar dos ovos, esse BBB foi fraco. Mas ainda assim não conseguiu bater o BBB6, onde contava com o pior elenco, o mais brochante de todos os tempos e que contou com a pobrinha samambaia como vencedora. Nesse BBB fica de positivo:

- Torcedores vindos de brothers protegidos pelas edições em outros anos sentiram na pele esse ano o que a gente sempre vinha berrando (no meu caso, desde o BBB4): Boninho é um descarado que usa e abusa da imagem dos brothers pra ganhar um pouco mais de audiencia e um caminhão a mais de votos, page views e dinheirinho. Lembrem-se disso nos próximos anos antes de dizer que esse tipo de reclamação é “choro de perdedor”.

- Apesar de odiável, Marcelo voltou de dois paredões. Apesar de galinhona, Natália chegou a um terceiro lugar. Pra terminar excelente, só faltaria a samambaia ter saido antes ou não faturar o programa, mas ai seria perfeito demais. Isso anima pras próximas edições, onde o pessoal não precisaria se segurar tanto sabendo que pode agradar sendo que é.

- Bial diminuiu MUITO o tom. Ainda persegue seus desafetos, como fez com Alexandre, Marcos, Gyselle e Rafinha, ainda mostra sua predileção como fez com Marcelo. Mas em vista de anos anteriores, onde era mais descarado ainda, melhorou bastante.

Esperemos a seleção do próximo ano, e que seja bem mais rica que essa. Porque gente legal é bom de se ver, mas é muito melhor gente interessante.

Março 25, 2008 - Publicado por Luciana F. | BBB | | Sem comentários ainda

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